Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog de leonardotac
 


"O primeiro serviço que alguém deve ao outro na comunidade é ouvi-lo. Assim como o amor a Deus começa com o ouvir a sua Palavra, assim também o amor ao irmão começa com aprender a escutá-lo. É prova do amor de Deus para conosco que não apenas nos dá sua Palavra, mas também nos empresta o ouvido. Portanto é realizar a obra de Deus no irmão quando aprendemos a ouvi-lo. Cristãos e especialmente os pregadores, sempre acham que tem algo a "oferecer" quando se encontram na companhia de outras pessoas, como se isso fosse o seu único serviço. Esquecem que ouvir pode ser um serviço maior do que falar. Muitas pessoas procuram um ouvido atento, e não o encontram entre os cristãos, porque esses falam quando deveriam ouvir... “

Dietrich Bonhoeffer



Escrito por leonardotac às 15h58
[] [envie esta mensagem
] []





Quem sou?
Frequentemente me dizem que
saí do confinamento de minha cela
tranquilo, alegre e firme
como um senhor de sua mansão de campo.
Quem sou?
Frequentemente me dizem
que costumo falar com os guardiões da prisão confiada,
livre e claramente,como se eu desse as ordens.
Quem sou?
Também me dizem
que superei os dias de infortúnio
orgulhosa e amavelmente, sorrindo,
como quem está habituado a triunfar.

Sou, na verdade, tudo o que os demais dizem de mim?
Ou sou somente o que eu sei de mim mesmo?
Inquieto, ansioso e enfermo,como uma ave enjaulada,
pugnado por respirar, como se me afogasse,
sedento de cores, flores, canto de pássaros,
faminto de palavras bondosas, de amabilidade,
com a expectativa de grandes feitos,
temendo, impotente, pela sorte de amigos distantes,
cansado e vazio de orar, de pensar, de fazer,
exausto e disposto a dizer adeus a tudo.

Quem sou? Esse ou aquele?
Um agora e outro depois?
Ou ambos de uma vez?
Hipócrita perante os demais
e, diante de mim mesmo, um débil acabado?
Ou há, dentro de mim,algo como um exército derrotado
que foge desordenadamente da vitória já alcancada?

Quem sou?
Escarnecem de mim essas solitárias perguntas minhas;
seja o que for,
Tu o sabes, ó Deus: sou Teu!

Dietrich Bonhoeffer



Escrito por leonardotac às 15h54
[] [envie esta mensagem
] []





Simone de Beauvoir: o que é ser mulher?

09/01/2012 | Filed under: Cultura, Feminismo and tagged with: , , , , ,

 

Hoje é o aniversário de Simone de Beauvoir. Se estivesse viva, ela faria 104 anos. É dela uma das principais frases do movimento feminista: “Não se nasce mulher, torna-se mulher.” A mulher não tem um destino biológico, ela é formada dentro de uma cultura que define qual o seu papel no seio da sociedade. As mulheres, durante muito tempo, ficaram aprisionadas ao papel de mãe e esposa, sendo a outra opção o convento. Porém, a própria Simone rompe com esse destino feminino e faz de sua vida algo completamente diferente do esperado para uma mulher.

Simone de Beauvoir. Foto de Rex Features/Sipa Press

Nascida em uma família da alta burguesia francesa, Simone era a mais velha de duas filhas. Durante sua infância a família faliu e, por considerar que as filhas não conseguiriam bons casamentos, pois não havia dinheiro para um bom dote, George de Beauvoir se convenceu de que somente o sucesso acadêmico poderia tirar as filhas da pobreza. De fato, Simone de Beauvoir teve mais poder de escolha que muitas mulheres de sua época. A educação e o desenvolvimento acadêmico são até hoje maneiras de forjar mulheres mais independentes, que rompem com os padrões de sua época. Ela faz uma crítica aos valores burgueses nos quais foi criada no livro “Memórias de uma moça bem comportada”.

Simone de Beauvoir tinha 41 anos quando publicou “O Segundo Sexo”, em 1949. Já naquela época a obra levantou inúmeras polêmicas. Uma das principais acusações é que Simone ridicularizava os homens. Isso é uma acusação que muitos usam contra o feminismo. Porém, as pessoas parecem não querer compreender o que realmente se passa na vida das mulheres e como todo o poder está concentrado nas mãos dos homens. “O Segundo Sexo” não é uma fonte historiografica para conhecer a história da mulher desde a antiguidade. É uma obra de inspiração, fundamental para descortinar a maneira pela qual as mulheres são criadas justamente para serem menos que os homens. Você pode baixar “O Segundo Sexo” em .pdf no blog Livros Feministas.

Lendo algumas das críticas que foram feitas a “O Segundo Sexo”, muitas parecem absurdas, mas ainda lemos opiniões conservadoras e moralizantes em diversos cadernos de opinião da mídia brasileira, especialmente quando se trata da sexualidade feminina. Entre seus críticos estava François Mauriac, escritor francês, que em uma de suas enquetes no Figaro Littéraire perguntou: “Estaria a iniciação sexual da mulher no seu devido lugar no sumário de uma revista literária e filosófica séria?” A questão dividiu os intelectuais. Para muitos “O Segundo Sexo” é um “manual de egoísmo erótico,” recheado de “ousadias pornográficas”; não passa de “uma visão erótica do universo”, um manifesto de “egoísmo sexual.” Jean Kanapa insiste: “Mas sim, pornografia. Não a boa e saudável sacanagem, nem o erotismo picante e ligeiro, mas a baixa descrição licenciosa, a obscenidade que revolta o coração.” A polêmica mistura tudo. A contracepção e o aborto são ligados nas mesmas frases às neuroses, ao vício, à perversidade, e à homossexualidade. Segundo uma carta da enquete, “a literatura de hoje é uma literatura de esnobes, de neuróticos e de impotentes.” Claude Delmas deplora “a publicação por Simone de Beauvoir dessa enjoativa apologia da inversão sexual e do aborto.” Pierre de Boisdeffre em Liberté de l’ésprit assinala “o sucesso de O Segundo Sexo junto aos invertidos e excitados de todo tipo.” Leia mais em O Auê do Segundo Sexo de Sylvie Chaperon, publicado no Cadernos Pagu 12, de 1999.

Capa da edição brasileira de 2009 do livro O Segundo Sexo.

Nenhuma obra, literária ou acadêmica, de Simone de Beauvoir foi recebida com indiferença. Sua principal contribuição é sempre propor a discussão democrática e as rupturas das estruturas psíquicas, sociais e políticas. Por ser escrito por uma mulher e para mulheres, “O Segundo Sexo” levanta diversas questões, até mesmo no meio literário. Há muito tempo a literatura classificada como feminina é sinônimo de textos sem grande aprofundamento teórico. Além disso, não era comum tratar de assuntos como sexualidade, maternidade e identidades sexuais, mesmo na França do pós-guerra.

Em 2009, Fernanda Montenegro estreou a peça “Viver Sem Tempos Mortos”, baseada nas cartas autobiográficas de Simone de Beauvoir. A temporada de 2011 foi encerrada em dezembro, mas há a possibilidade da peça reestrear novamente no futuro. Em entrevista a Revista Bravo, Fernanda Montenegro respondeu algumas perguntas sobre sua relação com a obra de Beauvoir:

Qual o primeiro livro dela que você leu?

Foi O Segundo Sexo, que saiu em 1949 e se transformou num clássico da literatura feminista, sobretudo por apregoar que as mulheres não nascem mulheres, mas se tornam mulheres. Ou melhor: que as características associadas tradicionalmente à condição feminina derivam menos de imposições da natureza e mais de mitos disseminados pela cultura. O livro, portanto, colocava em xeque a maneira como os homens olhavam as mulheres e como as próprias mulheres se enxergavam. Tais ideias, avassaladoras, incendiaram os jovens de minha geração e nortearam as nossas discussões cotidianas. Falávamos daquilo em todo canto, nos identificávamos com aquelas análises. Simone, no fundo, organizou pensamentos e sensações que já circulavam entre nós. Contribuiu, assim, para mudar concretamente as nossas trajetórias.

De que modo alterou a sua?

Sou descendente de italianos e portugueses, um pessoal muito simples, muito batalhador, e me criei nos subúrbios cariocas. Desde cedo, conheci mulheres que trabalhavam. E reparei que, entre os operários, na briga pela sobrevivência, os melindres do feminino e as prepotências do masculino se diluíam. Era necessário tocar o barco, garantir o sustento da família sem dar bola para certos pudores burgueses. Nesse sentido, a pregação feminista de que as mulheres deviam ir à luta profissionalmente não me impressionou tanto. Um outro conceito me seduziu bem mais: o da liberdade. A noção de que tínhamos direito às nossas próprias vidas, de que poderíamos escolher o nosso rumo e de que a nossa sexualidade nos pertencia. Eis o ponto em que o livro de Simone me fisgou profundamente. Lembro-me de quando vi pela primeira vez a cena da bomba atômica explodindo. Ou de quando me mostraram as imagens dos campos de concentração nazistas. O impacto negativo que aquilo me causou foi parecido com o impacto positivo que O Segundo Sexo exerceu sobre mim. Garota, já suspeitava que não herdaria o legado de minha mãe e de minhas avós, que não caminharia à sombra masculina. O livro de Simone me trouxe os argumentos para levar a suspeita adiante. Continue lendo em A vida é um demorado adeus.

Justamente por ter uma lógica própria de se colocar no mundo, Simone decidiu escrever “O Segundo Sexo” ao perceber que nunca havia se perguntado: o que é ser mulher? Essa continua sendo uma pergunta atual, que deve ser feita por todas nós em algum momento da vida.



Escrito por leonardotac às 15h42
[] [envie esta mensagem
] []





KARL BARTH

Comentário da Carta aos Romanos

Versos de um pároco de Hessen à Karl Barth:
Cães Farejadores:
“ Deus precisa de homens – não gente com frases altissonantes mas cães, bons farejantes, que farejem no presente o odor da eternidade, que ainda que muito escondida, seja caçada, seguida sem cansaço, à saciedade”.
Diz Barth: “Sim, Deus precisa...! E um tal Domini Canis gostaria de ser”.

Barth cita de Kierkegaard:
“Paulo não pode considerar a sua vocação para o apostolado como uma ocorrência casual, momentânea, de sua vida; ela é fato paradoxal que o acompanha desde o primeiro momento de sua existência e permanecerá com ele até o fim, à parte de sua identidade pessoal”.

Jesus, como plano perpendicular ao nosso e lhe cortando vindo do alto: “Jesus como o Cristo, o Messias, é o final dos tempos. Ele só pode ser entendido como paradoxo (Kierkegaard) como vencedor (Blunhardt), como pré-história (Overbeck).”

Nota de Koller Anders, tradutor e comentarista:
“A crise é o esvaziamento do Ego. A crise precipita no caos todas as prerrogativas humanas, ainda que estribadas na própria cruz de cristo; ela reduz o homem a nada, escravizando-o completamente, perante o Cristo ressurreto, que, então, preenche o coração contrito e humilhado, criando a nova criatura. É somente nesta condição de crise total que se abrem as portas do coração, da Igreja e da Cidade – para entrar o Rei da Glória”.

Barth salienta a corrupção da Idolatria e afirma Koller:
“A presunção humana ainda que mui piedosamente fundamentada, não alcança o beneplácito de Deus, antes é uma forma de idolatria que impede a participação na graça e da graça Divina”.

Barth interroga, o que é o homem agora, após a queda e aquém da ressurreição:
“O homem é o seu próprio senhor e a sua condição de criatura é o seu grilhão, seu pecado, a sua culpa; sua morte, o seu destino; seu mundo é um caos disforme que flutua ao léu sob a ação de forças naturais, anímicas e algumas outras. Sua vida é uma aparência”.

Barth nos diz que a verdade não pode ser comunicada diretamente, por Cristo foi estabelecido pelo Espírito; cita de Kierkegaard:
“o espírito é a negação do que é reconhecível diretamente. Se Cristo for verdadeiro Deus, então ele será necessariamente irreconhecível. O conhecimento direto é uma característica inerente aos ídolos”.


Barth nos fala do Não total de Deus e o Sim divino e cita de Lutero:
“A fé orienta-se às coisas invisíveis; para dar oportunidade à fé, é necessário que tudo o que se há de crer esteja oculto, e esse ocultamento é tanto mais profundo quando o objeto da fé fica em franca oposição ao sentido da vista, da sensação dos sentidos, do senso, e da experiência. Quando Deus, pois vivifica faz morrer;quando justifica ele o faz, inculpando-nos; quando nos conduz ao céu, fá-lo conduzindo-nos ao inferno”.

Barth vê a fidelidade a Deus incondicional:
“Quem confia em Deus, em Deus mesmo e somente em Deus, isto é, quem reconhecer a fidelidade de Deus na própria contradição que essa fidelidade impõe e pela qual somos deslocados da existência e do ser deste mundo, quem corresponder a essa fidelidade divina com a sua própria fidelidade, quem ficar com Deus, apesar de todos os ‘ainda que’ e ‘apesar de’, este crê!”

Barth afirma que quem crê ama ao Deus Absconditus, e cita de Lutero:
“Só o preso é liberto, só o fraco é robustecido, só o humilde é exaltado; só o que está vazio se farta. Apenas o nada se torna algo”.

Barth admira-se com a impossibilidade possível:
“A realidade é que reverência e a humildade perante deus, a possibilidade da fé, no âmbito humano, só podem ser consideradas como impossibilidades; como sendo incompreensíveis ‘ riquezas de sua bondade’. ‘Como mereci ver, eu que era cego?’ É uma inexplicável contenção de sua ira: ‘Por que sou, justamente eu, uma exceção entre milhares?’ É uma incompreensível paciência de Deus para comigo: ‘Pois o que pode Deus esperar de mim ao dar-me tão inaudita oportunidade?’ Nada! Absolutamente nada justifica e esclarece este ‘eu’ e ‘para mim’, que está totalmente no ar; é puro e absoluto milagre, vindo de cima”.

Barth cita de Overbeck. O Cristo pré-histórico:
“O Antigo Testamento – no sentido comum desse qualificativo, não precedeu a Cristo porém, Cristo viveu nele, ou melhor, o Antigo Testamento foi sua vida pré-histórica; foi, por assim dizer, a testemunha, a imagem direta que acompanhou essa vida”.

Barth fala da carreira de Jesus de forma brilhante e antológica:
“A carreira de Jesus foi uma revista, uma passagem ao longo de todas essas possibilidades humanas. Foi como uma saudação a todas as coisas deste mundo, sujeitas a morte, passando ao lado delas; foi um distanciamento de todas possíveis negações e posições do mundo, de suas teses e antíteses, de toda agitação e de todo repouso humanos – exceto a morte”.



Escrito por leonardotac às 19h58
[] [envie esta mensagem
] []





Barth nos diz acerca da morte de Cristo e do reino de Deus:
“Não há uma só linha dos evangelhos que pudesse ser entendida sem a cruz. O Reino de Deus é o reino que começa exatamente do outro lado da cruz. Portanto, começa do outro lado de todas as possibilidades humanas, tais como ‘religião’, ou ‘vida’, conservantismo e radicalismo, física e metafísica, alegria ou sofrimento do mundo, amor ou responsabilidade humana, atitude ativa ou passiva na vida”.
[Kollen: Além da cruz] “É além de tudo ‘isso e aquilo’, de tudo”.

Barth discorre sobre a abnegação de Cristo:
“A vida de Jesus brilha por força desse ‘não envolvimento’, desse afastamento e as coisas do mundo refletem esse brilho, revelando sua relatividade, suas fraquezas e também as suas riquezas. É nessa luz refletida que os homens são reconhecíveis como criaturas de Deus e como os que aguardam sua obra redentora. São reconhecíveis como pequenos e grandes; como importantes e insignificantes, perecíveis e imperecíveis. Reconhecíveis na unidade vindoura com o seu respectivo contraste, com o seu ‘sim’ e o seu ‘não’, contraste este que não é se não, a unidade com o invisível tornado visível Sub Specie Mortius por Deus”.

Barth afirma como Deus se torna visível:
‘Cristo morreu ‘por nós’. ‘Por nós’ quer dizer à medida que sua morte for o ‘princípio de reconhecimento’ de nossa morte; à medida que, na morte de Cristo, o Deus invisível se torna visível para nós; à medida que a morte de Cristo passa a ser o ponto de nossa filiação a Deus”.

Barth nos fala do Reino de Deus: é o seu domínio e a esfera de seu poder:
“Graça não é graça quando o agraciado não estiver justificado. Justificação não é justificação, se ela não for imputada ao pecador. Vida não é vida, se não for a vida que surge da morte. Deus não seria Deus, se não significasse o fim do homem”.

Barth define o que é viver em pecado:
“Vivemos em pecado, isto é, vivemos condicionados por força invisível que nos compele a, consciente e voluntariamente, intentarmos divinizar as coisas do mundo e trazer Deus ao nível dos conceitos humanos”.

Barth: O homem velho ficou obsoleto após a ressurreição de Cristo.
“O pecado tem corpo, isto é, tem existência concreta, esfera de influência, base de ação, tem substrato, O pecado tem existencialidade, expansão, autosuficiência,, substância e atividade no mundo temporal das coisas e dos homens. Como ‘corpo’, o pecado é constantemente visível, histórico, real. Este ‘corpo do pecado’ é o ‘meu corpo’ a minha existência tenporal-material e – humana com a qual estou inseparável, indissolutamente unificado”.

Barth nos fala da identidade do “novo homem”:
“Ora, estando eu na esperança da ressurreição e tendo em vista a minha identidade com o ‘novo homem’ que está além da morte de Cristo, não preciso, não posso, não devo e não quero ser pecador”.
Barth afirma que a ressurreição está além da planície e do ambiente histórico:
“Se a ressurreição fosse tomada, de alguma forma como um fato da história então não haveria afirmação. A ressurreição ficaria então envolta da mesma penumbra do distanciamento, da inexatidão e da dúvida que caracteriza todos os fatos da história... Mas não há porque nos preocupemos com este aspecto que se poderia dar à ressurreição, pois toda a ameaça que o mundo faz ao cristianismo através da história, ocorre, indubitavelmente, quando o cristianismo passa a ser parte da história; quando ele se transforma em temporal, mundano; quando graças a traição dos teólogos, pelos mais extensos e ínvios rincões, ele perdeu a noção de que a sua verdade não deve ser buscada apenas além do Não, além da morte, além do homem, porém para além da possibilidade de, sequer, contrastar o Sim e o Não, vida e morte, Deus e o homem; para além de qualquer possibilidade de colocar Deus e o homem lado a lado ou de jogar um contra o outro, pois este é o significado da ressurreição de entre os mortos: ‘Por que buscais entre os mortos, ao que vive?’”. Mt 24.5

É explicável, diz Barth:
“Explicável que o pecado habite meu corpo mortal, mas não seria explicável que eu fizesse ‘um arranjo’ com ele; que eu, com ele estabelecesse uma sorte de compromisso, um modus vivendi”.

Diz Barth: Tu que recebeste a graça:
“Portanto existencialmente falando, tu que recebeste a graça não estás sujeito à possibilidade de cair no cativeiro do pecado; tu já não és cativo, não és prisioneiro. Teus membros não foram destinados, nem têm aptidões para construir a torre de babel! Não ponhas pois, à disposição do pecado. Põe-te à disposição de Deus. Existencialmente, tu és de Deus!” Postado por Prof. Márcio Ruben às 8:24 AM



Escrito por leonardotac às 19h57
[] [envie esta mensagem
] []





Ela saiu para caçar, a caça era uma velha conhecida, uma das garotas do coral, a mais bonita delas, estava na vontade há muito tempo. Escondeu este desejo de todos, principalmente de si mesma, mas o marido sempre deu a maior força, mas ela era pastora...

Ela aos 57 anos esta mais linda que nunca, A maturidade a fez mais sensual que nunca,

Desejava e era desejada, agora resolvera partir para novas experiências, primeiro de dominadora de seu marido, lingeries pretos, mascaras chicotes e cremes.

Agora a morena de olhos claros, parece querendo seduzir...

A porta é aberta, as duas trocam um longo beijo, O corpo jovem da morena, estremece a loucura do beijo, sonha com os lábios claros da pastora, ali quem precisa de homens.

Elas não pensam nas conseqüências, apenas na roupa que cai, a mão louca da pastora, desliza entre as coxas lisas da linda morena.

È a primeira vez que as duas transam com mulheres, A pastora quase se arrepende de não ter experimentado antes.

 

uma historia de amor



Escrito por leonardotac às 17h17
[] [envie esta mensagem
] []





apenas um conto

São Paulo Fashion Week... Desfile de um grande estilista internacional, mas a organização anuncia o casamento do ano... Afinal depois de um ano de aprovação do casamento igualitário, o mais conhecido casamento gay.O autor da emenda constitucional que permitiu a nova lei o Senador Silas Malafaia , anuncio seu casamento com o Deputado Jair Bosonauro, com pompa e circunstância, o casamento do século.Silas com seu terninho básico preto e sua inacreditável gravata rosa...O padre faz toda a cerimônia, troca de alianças e o beijo dos noivos que seria capa das principais jornais no Brasil e na Europa...neste momento Silas lança sua candidatura a presidência da republica tendo como vice o companheiro Jean Willian

é um conto...estes caras merecem....



Escrito por leonardotac às 17h09
[] [envie esta mensagem
] []





Quero-te

 

Manda que ajoelhe.

E beije teus pés.

O bilhar para nos olhar.

Todos vêem tuas carnudas coxas...

Você se exibe e me humilha.

Manda me levantar apaga

Teu charuto em meu braço

Amo-te...

Em silencio...

Por fim um beijo de rainha

 

Leonardo

Junho 2012



Escrito por leonardotac às 23h00
[] [envie esta mensagem
] []





 Dia dos Namorados

 

Nossa festa, na tua casa

Algemado a tua cama,

Você linda, com colar e brinco de perola,

Preto como a sandália...

Apaixona sem te tocar,

Apenas admirar...

Nosso dia dos namorados...

Te amo tem te tocar

 

Leonardo

Junho 2012



Escrito por leonardotac às 22h57
[] [envie esta mensagem
] []





Subjugado aos teus pés,

Elis, estou silenciado, minha deusa madura...
apaixonado encantado, seduzido,
ai sou teu, deusa madura,
Bem vinda ao meu mundo...
mais secreto sonho, Elisl, estou em silencio,
só você é ouvida, no oráculo...
Senhora, usa-me para teu prazer,
para tua mais louca... e secreto desejo
Sou teu brinquedos...para teu desejo

Leonardo

Junho 2012

 

uero te ser doce
como o mel silvestre,
deixar uma boca saciada,
amada apois um longo dia...

quero te falar palavras frescas,
refrescante como o leite,
numa tarde quente de verão....

um carinho doce...
afagos ternos...
como um morango silvestre...
com chantili...

leonardo
maio 2011 



Escrito por leonardotac às 22h55
[] [envie esta mensagem
] []





O Estado Laico e a Democracia

A Constituição brasileira de 1824 estabelecia em seu artigo 5º:. “A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casas para isso destinadas, sem fórma alguma exterior do Templo”.A atual Constituição não repete tal disposição, nem institui qualquer outra religião como sendo a oficial do Estado. Ademais estabeleceu em seu artigo 19, I o seguinte: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

Com base nesta disposição, o Estado brasileiro foi caracterizado como laico, palavra que, conforme o dicionário Aurélio, é sinônimo de leigo e antônimo de clérigo (sacerdote católico), pessoa que faz parte da própria estrutura da Igreja. Neste conceito, Estado leigo se difere de Estado religioso, no qual a religião faz parte da própria constituição do Estado. São exemplos de Estados religiosos o Vaticano, os Estados islâmicos e as vizinhas Argentina e Bolívia, em cujas constituições dispõem, respectivamente: “Art. 2. El Gobierno Federal sostiene el culto Católico Apostólico Romano” – “Art. 3. Religion Oficial – El Estado reconoce y sostiene la religion Católica Apostólica y Romana. Garantiza el ejercício público de todo otro culto. Las relaciones con la Iglesia Católica se regirán mediante concordados y acuerdos entre el Estado Boliviano y la Santa Sede.”Atualmente, o termo Estado laico vem sendo utilizado no Brasil como fundamento para a insurgência contra a instituição de feriados nacionais para comemorações de datas religiosas, a instituição de monumentos com conotação religiosa em logradouros públicos e contra o uso de símbolos religiosos em repartições públicas. Até mesmo a expressão “sob a proteção de Deus”, constante no preâmbulo da Constituição da República vem sendo alvo de questionamentos.É importante ressaltar que o conceito de Estado laico não deve se confundir com Estado ateu, tendo em vista que o ateísmo e seus assemelhados também se incluem no direito à liberdade religiosa. É o direito de não ter uma religião conforme disse Pontes de Miranda: “liberdade de crença compreende a liberdade de ter uma crença e a de não ter uma crença” (Comentários à Constituição de 1967).Assim sendo, confundir Estado laico com Estado ateu é privilegiar esta crença (ou não crença) em detrimento das demais, o que afronta a Carta Magna.A Constituição da República apesar do disposto em seu artigo 19, inciso I protege a liberdade de crença, o livre exercício dos cultos religiosos e o faz da seguinte forma:Art. 5. VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
Art. 150 - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:VI - instituir impostos sobre: b) templos de qualquer culto;Art. 210 § 1º - O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.Art. 213 - Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicasArt. 226 § 2º - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei. Além das formas de colaboração estatal especificadas no texto constitucional, o próprio artigo 19, inciso I estabelece, de forma genérica, que no caso de interesse público, havendo lei, os entes estatais podem colaborar com os cultos religiosos ou igrejas, bem como não pode embaraçar-lhes o funcionamento.Por estas razões, muito mais adequado do que chamar a República Federativa do Brasil de Estado laico, seria chamá-la de Estado plurireligioso, que aceita todas as crenças religiosas, sem qualquer discriminação, inclusive a não crença.No entanto, conforme já aduzido, questão interessante surge na concepção de Estado plurireligioso, a respeito da forma a ser utilizada pelo Estado, em certas ocasiões, de optar pelo culto de determinada crença religiosa, quando isso implica em afastar outra. Especificando, porque permitir que se construa uma estátua do Cristo, e não a do Buda? Por inaugurar um logradouro público com o nome de Praça da Bíblia e não Praça do Alcorão? E porque não deixar de construir um monumento com conotação religiosa, com o fim de não ofender a consciência dos não crentes e a dos crentes de outras seitas? Somos de opinião que este impasse deve ser resolvido através da interpretação sistemática do texto constitucional.Assim dispõe a Constituição da República em seu artigo 1º: “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito(...)Parágrafo único - Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.Afirma a doutrina que o princípio da maioria, juntamente com os princípios da igualdade e da liberdade, é princípio fundamental da democracia. Aristóteles já dizia que a democracia é o governo onde domina o número.Destas considerações, se pode aduzir que, embora o Estado deva dispensar tratamento igualitário a todas as religiões, bem como deixar que funcionem livremente, com base no princípio da maioria pode optar, quando necessário for, por determinada crença, como por exemplo na ocasião de instituir um feriado, de construir um monumento em logradouro público, de utilizar a expressão “Deus seja louvado” que consta no papel moeda em curso, bem como elaborar sua legislação tomando como base as orientações doutrinárias de um determinado credo, nisto incluindo questões polêmicas como aborto, uso de células de embriões humanos e união homoafetiva.É importante frisar que tal posicionamento não visa beneficiar a Igreja Católica, cuja predominância no Brasil se deve às razões culturais e históricas decorrentes do processo de colonização que deu origem ao povo brasileiro maciçamente composto por descendentes de europeus católicos, além do fato de já ter sido religião oficial do país por mais de trezentos anos. Em vista disto, é perfeitamente natural que, sendo a maioria da população brasileira católica, como afirmam, que o culto católico tenha maior atenção estatal que os demais. Vale ressaltar que o que determina a preferência estatal por determinado credo é a vontade majoritária popular, que não obstante às razões históricas, pode se modificar, mormente como se vê nos tempos atuais em que as seitas evangélicas vêm ganhando força política, importando até mesmo na eleição de representantes. Ressalte-se ainda que a preferência da ação estatal por determinada religião não se situa apenas em âmbito nacional, mas também regional, sendo um exemplo a Constituição do Estado da Bahia, na qual o artigo 275 e incisos privilegiam a religião afro-brasileira, presumindo ser esta a preferência do povo baiano.Embora o Estado deva respeitar e proteger os não crentes e os crentes de outros cultos, não nos parece adequado que o Estado deva suprimir de seu ofício qualquer alusão a determinado culto religioso, ou deixe de colaborar com este por causa de uma minoria insatisfeita, que tem toda a liberdade, constitucionalmente assegurada, de pregar a sua crença ou não crença, com o fim de conquistar novos adeptos, bem como eleger seus representantes para que defendam seus interesses perante o Estado.Por fim, vale também colocar que, de acordo com o artigo 19, inciso I da Constituição, é vedado ao Estado embaraçar o funcionamento dos cultos religiosos. Tal informação tem grande relevância, principalmente em face de situações concretas em que se postula ao Poder Judiciário pretensões no sentido fazer com que determinada religião haja em desconformidade com a sua doutrina, na maioria das vezes para satisfazer um capricho. Exemplo mais comum é pretender que a Igreja Católica realize casamento de pessoas divorciadas, o que vai de encontro com a sua doutrina que não reconhece o divórcio e veda a duplicidade de casamentos. Da mesma forma seria incabível a imputação do delito previsto no artigo 235 do Código Penal, no caso de religiões que permitam a prática da poligamia, desde que a multiplicidade de casamentos se restrinja ao âmbito da religião, sendo que estes casamentos não deverão produzir efeitos para o direito civil pátrio, por afrontar os princípios constitucionais que tratam da família. Nos demais casos, a intervenção estatal nos cultos religiosos deve se reger, como já foi aduzido, através de uma interpretação sistemática e harmônica do texto constituciona

Conclusões1 – O Estado brasileiro, de acordo com a sua Constituição, deve dispensar tratamento igualitário a todas as crenças religiosas, incluindo a não crença, sem adotar nenhuma delas como sua religião oficial;2 – A inexistência de religião oficial no Estado não significa que o Estado seja partidário da não crença (ateísmo e assemelhados), pois, com base no princípio da liberdade religiosa, esta deve ser posta ao lado das demais religiões, não podendo junto com qualquer uma delas ser também considerada oficial;3 – Em caso de situações em que o Estado tenha que optar por favorecer uma determinada crença religiosa ou a não crença, o critério de escolha deve ser o princípio democrático da preferência da maioria, exprimida diretamente pelo povo ou através de seus representantes, ao contrário do que ocorre nos Estados que adotam religião oficial, que prevalecerá ainda que a maioria da população prefira outra;4 – Não há qualquer inconstitucionalidade no fato do Estado, instituir um feriado, construir um monumento em logradouro público, fazer referências a Deus, bem como elaborar sua legislação tomando como base as orientações doutrinárias de um determinado credo, tendo em vista que se presume nesta atitude a expressão da livre vontade popular, que pode se modificar em favor de outra crença religiosa, sem que isto implique em modificação constitucional.5 – Com base no artigo 19, inciso I da Constituição da República, o Estado não pode intervir nas religiões de forma a compelir que ajam em desconformidade com a sua doutrina, sendo que, qualquer cerceamento à liberdade de culto, deve ser feita com base na interpretação sistemática da Constituição da República, de forma a harmonizar as suas disposições.

Victor Mauricio Fiorito Pereira
Membro do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro



Escrito por leonardotac às 13h56
[] [envie esta mensagem
] []





pes de fernada de jundia 

Aos Pés de Fernanda

 

Linda menina...

Delicada

Sabia garota

Adorável...

Eu aos teus pés

 

Leonardo

Abril 2012



Escrito por leonardotac às 13h38
[] [envie esta mensagem
] []





foto do carnaval de 2012 

Chamam-me de pornográfico.
Será que sou?
Mas não me importo.
Hipócrita, eu não sou.
Não tenho medo de ser feliz,
Não importo com tua opinião,
Não importo com a opinião, tua!
Chamam-me de despudorado.
Não temo opiniões.
Talvez seja pornográfico.
Não sei por que tanto medo.

Leonardo.
Outubro 2008



Escrito por leonardotac às 13h31
[] [envie esta mensagem
] []





Borboleta

beijo a borboleta tatuada em teus pés
sindo o gosto da tinta,
o suor que escorre,
sinto teu gosto de menina devassa...
deliciosa deusa...
olhos verdes,
deusa devassa...me devora
te amo
me devora
 
leonardo


janeiro 2012



Escrito por leonardotac às 16h10
[] [envie esta mensagem
] []





Subjugado aos teus pés,

Sill, estou silenciado, minha deusa madura ...
apaixonado encantado, seduzido,
ai sou teu , deusa madura, vinda do meu mais ...
mais secreto sonho, sill, estou em silencio,
so voce é ouvida, no oraculo...
Senhora, usa-me para teu prazer,
para tua mais louca...e secreto desejo
Sou teu brimquedo...para teu desjo

Leonardo

janeiro 2012


Escrito por leonardotac às 16h05
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]